Devido a alguns problemas com o sistema de comentários, desde comentários que “desaparecem”, até comentários sem resposta, resolvi fechar temporariamente o sistema de comentários do blog, para averiguar o que se passa. Entre as novas funcionalidades, pretendo também adicionar um novo sistema de notificações para que, opcionalmente, os utilizadores possam ser notificados por e-mail quando um comentário tem resposta.

Peço desculpa a todos pelo eventual incómodo. No entanto, não quero deixar de receber o vosso feedback, e por isso convido-vos sempre a enviar-me um email com sugestões sobre os artigos, e potenciais melhorias aos mesmos.

Esta situação poderá alongar-se por alguns meses, enquanto corrijo tudo e implemento as novas funcionalidades. Obrigado pela vossa compreensão

Uma das perguntas que é comum a quase toda a gente que compra um dispositivo Apple é: que aplicações (apps) usar? Existem muitas listas completas na Internet, algumas bastante extensas, agrupando apps em temas. No entanto, quero partilhar convosco uma lista simples que contém algumas das minhas aplicações preferidas para iPod Touch, iPhone, e quiçá iPad.

Dicionário Priberam

Se gostam do DLPO, então esta aplicação é indispensável no vosso dispositivo. Permite, com grande facilidade, procurar palavras no dicionário, guardar algumas palavras como favoritas para estarem acessíveis mais rapidamente e ver a palavra do dia. É a aplicação mais pequena que tenho, ocupando cerca de 1 MB de espaço. Simples, leve, prática e, melhor que tudo, gratuita.

Custo: 0.00 € (gratuita)

IMDb

À semelhança do conhecidíssimo site da IMDb, esta app permite a consulta de informações sobre cada filme (trailers, sinopse, elenco) e ainda informações sobre as sessões de cinemas, mesmo em território luso. Quem tiver uma conta no IMDb, pode também marcar cinemas como favoritos e receber alertas por email. Muito útil para planear uma ida ao cinema ou saber o que está em exibição.

Custo: 0.00 € (gratuita)

Twitter

A app do Twitter permite fazer praticamente tudo o que se faz no website. Podemos ver os tweets de quem estamos a seguir, responder a algum tweet ou até criar um novo. Também podemos ver os perfis e previsualizar algumas páginas partilhadas sem sair da aplicação. Penso que também tem alertas por push (notificações em tempo real), mas foi algo que ainda não experimentei, por não ter uma ligação sempre ativa.

Custo: 0.00 € (gratuita)

Facebook

Para quem gosta de espreitar o que há de novo no Facebook, esta app é um must. Podemos ver o nosso perfil e o dos amigos; enviar mensagens, partilhar algo com o nosso grupo; consultar mensagens pessoais; etc. Com a app do Facebook, torna-se fácil dar uma olhada rápida ao que as pessoas mais próximas andam a partilhar.

Custo: 0.00 € (gratuita)

ToDo

Esta aplicação é excelente para organizar tarefas. Segue uma metodologia de organização conhecida por GTD (Get Things Done), isto é, divide as tarefas em estados e contextos (o estado pode ser “inbox” (tarefas recentes) ou “foco” (tarefas em desenvolvimento); os contextos são tarefas orientadas por tema, ou seja, tarefas com temas iguais são agrupadas). É uma aplicação de se lhe tirar o chapéu, principalmente para quem tem muitas tarefas para fazer e não sabe como as organizar.

Para quem tem iPhone, pode ainda contar com alertas de localização, isto é, a app relembra o utilizador de uma dada tarefa quando chegar a um certo local (uma lista de compras quando chegar perto do supermercado). É uma aplicação extraordinária e bem desenhada. Como contra, é paga e tem um preço um pouco elevado. Também existe a versão lite, que é gratuita, e tem todas as mesmas funcionalidades, mas limita o número de tarefas e listas que podemos adicionar.

Custo: 3,99 €

AppsGoneFree

Apesar de algumas apps serem caras por vezes há dias especiais em que os programadores resolvem oferecer a app por algum tempo (normalmente, um dia ou poucas horas). Isto, apesar de ótimo, é cansativo, se nos pusermos a procurar manualmente por toda a AppStore. Esta aplicação tem como objetivo reunir algumas apps que são agora gratuitas, gerando uma lista diferente todos os dias. Embora existam muitas apps inúteis, e a maioria sejam jogos foleiros, por vezes encontram-se grandes pérolas. É uma questão de estar atento. Através do programa, pode ler-se uma pequena análise, ver comentários e imagens da aplicação, partilhar com amigos, ou obter a ligação direta para a AppStore.

Custo: 0.00 € (gratuita)

Google Translate

O famoso tradutor do Google também está disponível para dispositivos Apple. Com esta app, conseguimos traduzir frases ou pequenas palavras entre diversos idiomas. Conta com uma funcionalidade interessante de tradução por voz (acho que só funciona em inglês, com ligeiras falhas no iPod Touch). Podemos guardar algumas palavras para consultar posteriormente. Para fazer pequenas traduções rápidas, parece-me a ferramenta indicada.

Custo: 0.00 € (gratuita)

XE Currency

Para quem costuma viajar para países cuja moeda é diferente ou apenas saber a evolução do valor de diversas moedas e fazer umas conversões básicas, esta app pode dar algum jeito. É possível colocar uma lista de moedas, que serão convertidas tendo em conta uma moeda principal (por exemplo, se escolhermos o euro como moeda principal, podemos ver o seu valor face a dólares americanos, libras e outras moedas em torno do mundo). Para cada moeda, podemos também ver a sua evolução num gráfico e valor face à moeda principal. Os valores são atualizados com frequências que vão até ao minuto.

Custo: 0.00 € (gratuita)

 

Esta é uma lista das apps que considero essenciais no iPod Touch. Conhecem mais alguma app útil e que também seja indicada para quem está a começar? Que acham destas apps?

02
Abr 2012

ENEI 2012

O Encontro Nacional de Estudantes de Informática (ENEI 2012) já está a decorrer. Este ano, a edição está a decorrer na FCUL, sendo a CADI responsável pela organização. Hoje foi o primeiro dia, e as palestras foram bastante interessantes! Destaco o projeto ATLAS, com a apresentação do professor Vítor Santos da Universidade de Aveiro, que tem como objetivo a criação de um carro com funcionamento autónomo, isto é, sem necessidade de um condutor. Embora ainda não seja uma realidade 100% fiável, já foram feitos alguns avanços.

No entanto, que não foi, pode assistir à gravação das palestras no site oficial.

http://2012.enei.net

Recentemente, o Google começou a permitir que fossem bloqueados alguns websites nas suas buscas, para quem pesquisa com sessão iniciada. Após a visita a um website, ao voltar para a páginas de resultados, é (nalgumas circunstâncias) fornecida uma ligação que permite bloquear esse website em pesquisas futuras. Isto é bastante útil para evitar websites com o propósito de fazer mirroring do StackOverflow (não consigo ver outro motivo para além de SEO fácil copiando bons conteúdos; a tradução ranhosa dos conteúdos não é um motivo viável), sites de spam com links ou páginas de resultados de buscas, ou simplesmente websites incomodativos.

Para quem não sabe, é possível gerir estes websites bloqueados no seguinte endereço:

http://www.google.com/reviews/t

É ainda possível bloquear um website manualmente, para que deixe de aparecer nos resultados. Finalmente, digam adeus ao link farming e a todas as páginas que aparecem sempre e não trazem nada de útil às pesquisas.

Via Lifechacker.

Tendo como língua materna o português, gosto de usar o software nesse idioma. Fico sempre feliz quando um software me oferece nas suas opções, ou por omissão, a respetiva tradução da interface para português. Ou quase sempre. Quase porque, por vezes, as traduções são de fraca qualidade, tornando as ações a desencadear por meio da interface difíceis ou impossíveis de adivinhar sem experimentá-la primeiro.

Ao longo da minha experiência de utilização de interfaces como utilizador, e também como tradutor voluntário para projetos de software sem fins lucrativos, deixo aqui alguns dos motivos que me parecem ser responsáveis pela fraca qualidade de algumas traduções.

Alguns responsáveis de blogs WordPress costumam fazer uma instalação em ambiente de testes, de modo a configurá-lo convenientemente antes de o lançar “às feras” (leia-se Internet). Ao usar esta técnica, ganha-se a vantagem de termos completo controlo sobre quem acede ao blog, quem o vê e quem o pode testar naquele momento.

No entanto, chegada a hora de o colocar online, um problema chato é a configuração de ambiente, que passa essencialmente por dois aspetos:

  • Servidor SQL
  • Endereço web do blog

Como por vezes, ao colocar o blog online, somos confrontados com um tema sem imagens, ou mesmo um site inacessível devido a erros de ligação à base de dados, vamos configurar tudo nos bastidores.

Servidor SQL

Configurar este parâmetro é muito simples. Basta abrir o ficheiro wp-config.php, e adicionar/substituir as seguintes linhas:

define('DB_NAME', 'wordpress-blog');
define('DB_USER', 'az_123456');
define('DB_PASSWORD', 'superpassword');
define('DB_HOST', 'sql.example.com');

Cada opção deve ser auto-explicativa, mas para que nada falhe: a primeira opção indica o nome da base de dados online que foi escolhido; as duas seguintes são as vossas credenciais SQL (username/password) fornecidos pelo serviço de alojamento; a última opção é o servidor SQL do alojamento (normalmente também é entregue em conjunto com as credenciais).

Alternativamente, no caso de não terem feito nenhuma alteração ao ficheiro, podem simplesmente apagar o ficheiro wp-config.php e aceder ao blog para efetuar a configuração.

Endereço web do blog

No caso do painel do WordPress estar inacessível ou o tema se encontrar sem imagens, é necessário trocar o endereço do blog. Acedam ao servidor SQL (com o MySQL Workbench ou o PhpMyAdmin) e na tabela “wp-options”, procurem as opções “site_url” e “home”; alterem o endereço do vosso ambiente de testes para o vosso endereço online, tendo o cuidado de manter/alterar o endereço para a pasta no qual o WordPress está instalado online. O tema e painel de administração devem ficar funcionais de imediato.

Como se sabe, o uso de passwords é um dos sistemas de autenticação mais populares em diversos sistemas. No entanto, também são muitos os sítios que usam passwords, e consequentemente, são muitas as passwords a decorar. Existem várias técnicas para atenuar este problema, como usar a mesma password em todo o lado, ou mesmo usar um programa para gerir passwords, como o KeePass. Mas existem algumas situações em que convém memorizar passwords.

Os ficheiros PDF são documentos que nos permitem manter a sua apresentação semelhante em diversos dispositivos. Suportam também várias funcionalidades, como formulários integrados, informações dinâmicas e limitação de distribuição. Entre estas funcionalidades extra, está também presente a opção de colocar uma password para edição ou até para leitura. Um problema bicudo é quando precisamos de remover esta password, mas não temos o programa para o efeito à mão…

Para resolver este problema, encontrei o PDFUnlock.com. Este site permite fazer exatamente isso, remover uma password de acesso para leitura ao documento, no caso de a sabermos. Isto pode ser útil em diversas situações, por exemplo, algumas versões do Evince e outras mais antigas do Adobe Reader não suportam esquemas de encriptação recentes e, mesmo tendo em mãos a password, não é possível ler o ficheiro. Se removermos a password, esse problema fica resolvido. Outro caso de uso pode ter a ver com o facto de querermos arquivar uma versão sem password para posterior consulta mais tarde.

No site, basta fazer upload do ficheiro PDF, e introduzir a password atual quando forem questionados. Se inserirem a password corretamente, irá começar a transferência do ficheiro desbl0queado para o computador. Simples e eficaz, sem problemas, e gratuito, para ficheiros PDF até 5 MB! A mim safou-me de um professor que escolheu meter passwords nos ficheiros para evitar a sua distribuição, mas que me dificultavam o acesso aos mesmos. Experimentem!

http://www.pdfunlock.com

Após um pequeno contratempo que tive com o computador, ao ponto do sistema operativo ficar completamente irrecuperável, resolvi começar a adotar uma política de backups que se ajustasse às minhas necessidades. Já foram muitos anos de “avaria-instala de novo”, mas o problema não está na reinstalação: as configurações personalizadas, entre outras pequenas alterações são perdidas, e pode levar muito tempo a restaurar tudo como antes.

Para o efeito comprei um disco externo, concretamente um Iomega Prestige USB 3.0 de 1 TB. A drive foi reconhecida corretamente pelo Windows 7, e pelo Ubuntu (quando tive necessidade de arrancar por um live CD para tentar salvar alguns ficheiros). Mas quando tentei iniciar uma imagem do disco com o utilitário de Cópia de Segurança do Windows, dá-me o erro 0x8078002A e o processo é cancelado. Com grande frustração, uma vez que comprei a drive de propósito para utilizar com esta funcionalidade, parti em busca de problemas semelhantes.

Ao que concluí, o erro tem a ver com a quantidade de bytes por setor que o disco possui. Atualmente, as drives mais recentes e de maior capacidade são formatadas de modo a usarem 4KB por setor (4096 bytes). No entanto, o suporte do Windows para essas drives não está ainda implementado. Na página, remetem os utilizadores a procurar suporte junto dos fabricantes. No meu caso, a Iomega tem uma página no FAQ sobre o assunto, e ainda uma resposta num fórum de suporte, que nos deixa num indesejável ciclo da Microsoft aconselhar suporte junto do fabricante, e o fabricante a dizer que é a Microsoft que tem de tratar do problema…

Mas nem tudo é mau: os utilizadores de discos da Western Digital (WD) têm uma solução, que passa por formatar o disco com definições de fábrica, e assim garantir que o Windows suporta o disco. Possivelmente outros fabricantes têm ferramentas similares, mas infelizmente não é o caso da Iomega. E eu que era para comprar um da WD… :( Infelizmente estava esgotado.

Agora, resta-me procurar um programa que crie imagens do disco… e que seja gratuito.


Atualização: por sugestão do Gonçalo, resolvi criar um pequeno tutorial para usar o Clonezilla, que se baseia no caso deste disco Iomega. Espero que vos seja útil! ;)

Muito se tem especulado sobre o Windows 8. Entre as novidades mais marcantes, como a adoção do estilo Metro para a interface de utilizador, encontrei uma evolução, ao meu ver, bastante positiva do Gestor de Tarefas do Windows (também conhecido por TaskManager).

Até ao Windows 98, o Gestor de Tarefas era uma caixa que listava os nomes dos processos, e poucas opções tinha para além disso. Era algo assim: